Wellington Santana
Contrabaixo

Breno Lira
Guitarra/Viola

Ricardo Fraga
Bateria

DON ANTONIO em Nada é Igual

Inicial Biografia O Show A Banda Downloads Contato
Este show tem dois objetivos:
  • Comemorar os 40 anos de vida cultural e artística de Don Antonio (ver currículo)
  • Retomar sua carreira musical interrompida em 1994

Um show descontraído, divertido, alegre, com músicas engajadas, onde Don Antonio, influenciado pela sua veia teatral (autor, produtor e diretor de teatro) faz verdadeiras performances em cada música, considerando-se um autor que canta, não um cantor que encanta.

Todos os arranjos tem uma levada pesada, balançada, bom pra dançar e curtir, com grooves bem identificados em cada música. Toda a banda participou dos arranjos, sob a direção musical do amigo Wellington Santana.

TUDO SOBRE OS ENSAIOS E OS SHOWS:
Álbum de fotos do show de estréia; 25 de abril de 2007, no Pedra de Toque. Um ambiente estava lotado de parentes, amigos e aderentes. Veja as fotos.
Letras da músicas, comentadas. Você pode conhecer as letras das canções, um pouco da história da criação de cada uma e porque estão no show.
Primeiros ensaios. A formatação do show, os primeiros arranjos, feitos no estúdio de ensaios de Rodrigo. A constatação de que nada é igual! Você pode baixar as músicas, uma a uma.
O show. Foi feita uma gravação do show ao vivo, como uma memória do evento; não é uma gravação de um cd, e, sim, um registro, com todos os inconvenientes de uma gravação ao vivo... Baixe as músicas.
VÍDEOS DOS ENSAIOS:
2 de abril de 2007
40 ANOS DE CULTURA

Tudo começou com a turma da esquina: Eu, Ivan Amazonas, Ivan Cordeiro e Evandro, fans dos Beatles e Renato e seus Blue Caps. Eu não tocava nada no velho Violão Gianinni, nº 3. Mas mesmo assim, formamos a banda OS ALFAS. Eu na guitarra base (uma Phelpa), Ivan Cordeiro num baixo (Alex, sem traste), Evandro na guitarra solo (uma Phelpa) e Ivan Amazonas na bateria (uma Zezinho).

E assim animamos as festas no bairro do Pina e Boa Viagem, Boa Vista etc, estreando no salão paroquial, um primeiro andar, no JEC (Juventude Esportiva e Cultural), em Brasília Teimosa. Era 4 de junho de 1967. O JEC era um local de resistência à ditadura militar. Alguns amigos nossos, até hoje estão desaparecidos. Mas o pessoal da banda estava alheio aos acontecimentos...

Mas eu estava antenado, para usar uma palavra atual. E aguentei dois anos e meio, chateado com a mesmice de banda de baile. Queria mais.

Quando sai, criei o evento I KOMUNIKA, no Clube Líbano, com várias atrações: musical, teatro, artesanato. Fiz um show com minhas músicas.

Em 1973 fui completamente engajado na cultura: fui convidado a fazer parte do TUCAP - Teatro da Universidade Católica de Pernambuco, outro local de resistência à ditadura militar.

A partir daí, fiz música para teatro, aprontei alguns shows com música minha, criei vários eventos:

  • Parto de Música Livre do Nordeste (em parceria com Rodolfo Aureliano e Eurico Bitu)
  • Festival de Inverno da Unicap
  • Sexta na Unicap
  • Louvação à Olinda
  • Projeto Pernambué
  • Oxente Music

Realizei shows até meados da década de 90, me dedicando mais ao teatro e projetos culturais, culminando com a criação do Instituto Memorial Pernambuco de Arte e Cultura, que tem o portal Memorial Pernambuco, com 3000 verbetes e 4000 ilustrações.

MEMÓRIA: RECORTES DE JORNAIS:
PEDRA DE TOQUE

O espaço é gostoso, mas o controle do couvert, como na grande maioria das casas noturnas do Recife, é precário. Somente conseguimos fazer o acerto de contas, 3 dias depois, no sábado à tarde, depois de vários telefonemas e justificativas várias. Mesmo assim, precariamente, sem nenhum relatório de quantas pessoas pagaram o couvert, quantas foram dispensadas. E, pior, descontaram, ilegalmente, 20% do couvert!

Outra coisa desagradável, pelo menos em outros shows na casa, é a proibição de não furmar, desobedecida completamente. No dia do show dos LetitBeatles, só consegui ficar meia hora. Assiste o resto do show do lado de fora, mesmo assim, me retirei antes do fim do show.

O FUTURO

Agora é trabalhar, para abrir shows, participar de eventos em locais abertos ou fechados, divulgar, aparecer em programas de tv.

Estamos precisando de um empresário. Candidate-se.

Vídeo da música Dia das Mães: Bebê de Proveta

Ou clique para ver no YouTube

DOWNLOADS

CD: Don Acústico / Nada é Igual
Disponível para downloads: clique aqui.
Você baixa todas as músicas, compra uma capa de plástico do Cd e faz o download da capa, aqui.

Embora todas as músicas estejam em MP3, você pode converter para CD áudio. Basta colocar todas as músicas numa pasta e usar o NERO ou outro programa de gravar áudio. Faça a opção CD áudio e pronto! Toca em qualquer CD Play.

NB. A foto da capa é de 1990, de autoria do americano/suiço Daniel Aamot (aonde ele está?). Foi uma série de fotos para divulgação do Projeto Pernambué tirada em estúdio. E aí ainda tinha uma foto no filme. Daniel pediu uma foto expressiva. Saiu esta, imitando Einstein!

AGRADECIMENTOS

Em especial, à minha esposa, Fátima Fernanda, que produziu o show, e às minhas filhas Oriana, Alessandra e Monica pelo total apoio e pela tietagem. Também agradecer a Ricardo Silva, pelos pitaques no show e aos músicos Breno Lira, Wellington Santana e Ricardo Fraga.
Uma olhada nos comentários das letras das canções já cria um clima. Veja:
ROCK HORROR (Paulo Rubem Santiago / Arranjo: Don Antonio)
A indignação do autor (e do intérprete) com a americanalhização dos costumes e hábitos brasileiros: Procurei e não achei as coisas que eu vi aqui no meu lugar; Só encontrei my lover, my friend, meu irmão, Coméquié...

AI DE SI (Don Antonio)
A solidão da doença incurável, do prazer castrado, dos amigos afastados: Ai de ti,Ai de mim, Ai de si. Meu irmão, Quero soltar minha paixão, Ai de si...

NAVEAÇÃO (Don Antonio)
O ato de criação não é de todos, mesmo que todos não sejam os mesmos: A nave maldita sou eu, o espaço rodando é vocês, eu rompo barreiras num tranco, quebrando o espaço em pedaços...

MORENAMOR (Don Antonio e Eurico Bitu)
Uma letra singela de Eurico Bitu, com palavras improvisadas de Don Antonio: Essa morena tem, A pele, a pele, a pele, Essa morena tem, A pele cor de canela, A pele cor de canela

DIA DAS MÃES (Don Antonio)
Escrita quando foi revelado o primeiro bebê de proveta, é uma letra atual: Me lembro do garoto mutilado, Com o olhar furtivo, Esperando a chegada, Da querida mamãe ...

PARANAMBUCO (Don Antonio)
O amor radical a Pernambuco, numa letra intransigente: Não se esqueça, Ó Pernambucano
Aqui foi palco de grandes lutas, Daqui saiu o primeiro pau brasil, Das terras brasileiras...


RUA NOVA DO JOSÉ (Don Antonio)
Uma crônica musical da vida no bairro de São José, com os cânticos dos vendedores de rua: A rua Nova vai passando, A gente vai chegando, As mulheres rebolando, Mantendo os filhos com a bolsinha... (poesia do livro Boi-Bumbá, 2º lugar num concurso da antiga Escola Técnica Federal de Pernambuco)

PEIXE NÁGUA (Don Antonio)
Escrita quando ainda não se falava em meio ambiente (meados da década de 70), uma crítica crítica atual, bem humorada: Na beira do rio, Tinha um peixe solto, Na beira do rio...

BOIADEIRO (Don Antonio)
Uma nostalgia dos seus tempos de vida no interior, sem preocupações: Vai Boiadeiro,Pega a estrada, Pega o pasto, Que está cedo... (gravada por Marcos Lopes, em 1985).

IACOCA?!
Ao frequentar certos ambientes refinados em Recife, ao pedir coca, verifique se é coca-cola mesmo: Comprou café, José? Não comprei, não senhor! Comprou feijão, João? Não comprei, não senhor! Comprou gibi, Baby? Não comprei, não senhor! E a coca? E a cola?

A CIGARRA (Don Antonio)
A sua paixão tímida pelo frevo genuinamente pernambucano, num frevo canção com harmonias modernas e meio-pop: Eu quero, morrer, Cantando até estourar o pulmão, Feito uma cigarra vadia, Anunciando o verão... (gravada por Hélcio Clemente).

CANTAROLANDO (Don Antonio)
Uma letra ingênua e singela, escrita na época de João Gilberto e Wilson Simonal: Essa cantiga que eu canto, E que foi feita pra você, Não é o bastante pra cantar, balançar, sonhar com você...

ALAZÃO (Eurico Bitu e Don Antonio)
Outra letra singela de Eurico, musicada por Don Antonio: O teu corpo enxuto lembra, A mata desfolhada, Pelo sol do meu sertão... (gravada por Marcos Lopes num arranjo impecável de Sérgio Kyrillos)

URSO MALUVIDO (Fred Monteiro)
Don Antonio incentiva outros autores, incluindo este baião/frevo de Fred: Toma cuidado com o urso Maluvido, ele é sabido, quer entrar na tua casa, se eu fosse tu, ficava desconfiado... (de um cd gravado por Fred Monteiro). Originalmente um baião, o arranjo é de frevo.

TIA LUZIA (Sady)
Uma letra bem humorada do amigo e colega Sady: Vai lá tia luzia, Falar cumadre maria, Vai lá tia luzia, Falar cumadre maria, Todo troncho, Todo torto...
Duas músicas famosas, uma delas um pouco desconhecida, foram incluídas no show, por questões ideológicas:

SEVERINA COOPER (It's not mole não) - Acioly Neto
Foi finalista da Iª Cantoria da Música Nordestina promovida pela Rede Globlo, pelo selo SomLivre, em 1978, no Teatro do Parque. Revelando nomes como Acioly Neto, Bubusca Valença e Don Tronxo. Tem a ver com Rock Horror. Acioly Neto, com mais de 30 LPs/CDs, pernambucano, com músicas interpretadas pelos maiores nomes da canção brasileira, faleceu quase esquecido, vítima de um acidente. É um dos artistas pernambucanos mais injustiçado.

VALORES DO PASSADO - Edgard Morais
Tem tudo a ver com a nossa memória. O autor foi muito feliz ao fazer uma letra somente com os nomes das agremiações carnavalescas, no gênero frevo de bloco. Difícil de memorizar, mas fácil de cantar. Colocamos porque é uma referência. O arranjo, com uma batida sugerida por Ricardo Fraga, ressuscita o maxixe. Alguns puristas não vão gostar...

DEU NO JORNAL

Das matérias que sairam nos jornais, no dia do show, um merece destaque: o poder de síntese do jornalista Alan Luna. Quem leu e me conhece, disse que foi feliz na sua reportagem. Transcrevo:

"Uma longa carreira anônima, cultural, em prol de Pernambuco". É assim que o músico Don Antonio define sua trajetória. Mas não é bem assim. "Longa e cultural", tudo bem. Mas o "anônimo" talvez só valha para as novas gerações, que não tiveram oportunidade de conhecer o trabalho deste artista que desde os anos 60 vem atuando como agitador cultural, se aventurando pela música, o teatro, a literatura e as artes visuais.

Um pouco dessa lacuna pode ser suprida hoje, quando Don realiza o show Nada é Igual, as 21:30, no Pedra de Toque. (Jornal do Commercio, 25 de abril de 2007 - Roteiro)

Quer sabe mais: Clique aqui e veja o recorte do jornal.